Lula admite que Marcola leva suspeitas para o governo
Por SBT News
Durante sabatina na TV Globo, presidente afirmou estar “muito deprimido” com as suspeitas envolvendo o filho e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola

Presidente Lula (PT) durante sabatina na TV Globo | Reprodução/TV Globo
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quinta-feira (27) que o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deverão responder caso tenham cometido irregularidades durante seu terceiro mandato à frente da Presidência.
Além disso, o chefe do Executivo admitiu que Marcola “errou” ao pedir um suposto empréstimo para a lobista Roberta Luchsinger, que seria sócia de Lulinha nos esquemas investigados por tráfico de influência.
“Leva suspeita e leva desconfiança para mim. Marcola era meu chefe de gabinete. Por que ele não falou comigo? Ele cometeu o erro, ele vai ter que pagar pelo preço.”
As declarações ocorreram durante a rodada de sabatinas promovida pela TV Globo com os principais candidatos à Presidência.
Na mesma entrevista, Lula afirmou que Marcola era uma pessoa de sua “total confiança” e que trabalhava com ele havia sete anos. Segundo o presidente, o ex-assessor permaneceu ao seu lado durante o período em que esteve preso em Curitiba, no Paraná, entre 2018 e 2019.
Durante a entrevista, Lula declarou estar “muito deprimido” e “muito chateado” com a situação. Em seguida, afirmou que tanto o filho quanto Marcola deverão responder pelas próprias condutas se as suspeitas forem confirmadas.
“Meu filho sabe que, se cometeu o erro, vai ter que pagar. Marcola sabe que, se cometeu o erro, vai ter que pagar.”
Marco Aurélio Santana Ribeiro deixou a chefia de gabinete pessoal da Presidência após ter o nome citado em investigações da Polícia Federal. Ele também se afastou da campanha de Lula para se concentrar na própria defesa.
Lula diz que filho não será protegido
Lula afirmou ainda que Lulinha não será protegido caso as investigações sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência apontem para alguma irregularidade. Segundo ele, o filho terá de provar a própria inocência e responder por eventuais ilícitos como qualquer cidadão.
O presidente também questionou a interpretação dada a conversas obtidas durante as investigações e afirmou que, até o momento, não há provas de diálogo entre Lulinha e ministros. Lula disse ainda não conhecer uma das pessoas citadas no caso e afirmou que não cabe a ele exercer funções de investigação ou julgamento.
“Só o meu filho sabe a verdade. Ele não será protegido por ser meu filho. Ele sabe que tem que provar a inocência dele. Não haverá, da parte da Presidência, um milímetro de movimento para proteger ele.”



