Focado nas eleições, Congresso adia fim do recesso e volta aos trabalhos dia 10 de agosto
Por Luiz Felipe Barbiéri, Caetano Tonet, g1 — Brasília
Deputados e senadores farão duas semanas de esforço concentrado até outubro. PL da misoginia, fim da escala 6×1 e atualização do MEI estão no radar do segundo semestre.
O recesso parlamentar terminou neste sábado (1º), mas deputados e senadores só voltam ao trabalho em Brasília em 10 de agosto, quando está prevista a primeira semana do chamado esforço concentrado antes das eleições de outubro.
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Fachada do Congresso Nacional — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Em ano de eleição, o Congresso costuma ficar esvaziado, já que os parlamentares se dedicam à campanha eleitoral em suas bases políticas.
Por isso, os parlamentares fecharam um calendário que prevê sessões na Câmara e no Senado em apenas duas semanas até o final das eleições: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. O objetivo é aprovar matérias nas duas casas nesse período.
Nas últimas eleições, os parlamentares também se afastaram de Brasília, mas as sessões continuaram a ser realizadas.
O presidente da Câmara à época, Arthur Lira (PP-AL), adotou sessões virtuais durante o período, permitindo que os parlamentares registrassem presença e votassem por aplicativo.
Câmara
Os deputados costumam definir os projetos que irão a votação em reunião de líderes na semana da sessão.
A intenção do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é pautar alguns dos projetos remanescentes do primeiro semestre, mas que não causem muita polêmica até o final das eleições.
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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB) — Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Parlamentares da bancada feminina farão uma nova rodada de conversas e pedirão que seja colocado em votação o projeto que criminaliza a misoginia.
O texto sofre com resistências de parlamentares da direita, que veem a possibilidade de criminalização de textos bíblicos.

