Alckmin defende código de ética e mandatos para ministros do STF: ‘Nada deve ser vitalício’
Por Lucas Zanetti, Ana Beatriz Fogaça, g1 Ribeirão Preto e Franca
Vice-presidente voltou ao tema em entrevista em Ribeirão Preto (SP), em meio a embates entre ministros do Supremo envolvendo o caso Master.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu neste sábado (19), em Ribeirão Preto (SP), que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham mandato com prazo definido e sigam um código de ética.
“Nada deve ser vitalício”, afirmou Alckmin em resposta ao g1 durante entrevista coletiva. A entrevista foi dada durante agenda na Prefeitura de Ribeirão Preto.
Não é a primeira vez que o Alckimin defende a medida. Ele voltou ao tema em meio aos embates entre ministros no plenário do STF envolvendo o caso Master, do extinto banco de Daniel Vorcaro.
“Eu sempre defendi mandato. Nada deve ser vitalício, alternância saudável. É mandato como a Europa, 10 anos, 12 anos, que seja, no máximo 15, mas isso é ter mandato. Isso é saudável, você está sempre renovando”, disse.
Alckmin também defendeu regras de conduta para os ministros. “Precisa ter um código de ética, um código de conduta para que possa estabelecer o que pode, o que não pode.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/T/v/iGa7PeRg6ntrmYbukHxQ/vlcsnap-2026-09-19-11h30m05s606.png)
Geraldo Alckimin defendeu código de ética e mandato para ministros do STF em Ribeirão Preto — Foto: Valdinei Malagutti/EPTV
‘Investigue-se, independente de quem é’
Na entrevista, Alckmin disse que o presidente do STF, Edson Fachin, tomou uma “medida correta” ao falar em derrubar sigilos. O vice não detalhou a qual decisão se referia.
“Nada deve ser escondido, a transparência é essencial na vida pública, essencial. E quanto maior a responsabilidade, maior a autoridade, maior deve ser a sua prestação de contas, não o privilégio”, afirmou.
Segundo Alckmin, Lula tem cobrado apuração. “O que o presidente Lula tem pedido? A verdade, a verdade. Investigue-se, independente de quem é.”
O vice afirmou que o Judiciário é um poder independente. Ele disse que Lula fez “a primeira reforma do Judiciário”, que criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo ele, o governo vai trabalhar por uma nova reforma.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/N/j/qU923xSACzIB1hP6BZ4w/fachin.png)
Fachin em sessão do STF um dia após julgamento histórico — Foto: Reprodução/ TV Justiça


/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/l/aQoKxhSZ6MMrY9kB9jIw/globo-canal-4-20260917-2000-frame-104680.jpeg)

