Viana defende afastamento de Moraes e diz que mensagem a Vorcaro saiu de celular funcional do STF
Por Naiara Ribeiro – SBT News
Senador afirma que aparelho usado na conversa é do STF e pede esclarecimentos sobre uso do número

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Reprodução/Facebook
A declaração foi dada à âncora do SBT News, Raquel Landim, durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (16). Viana defendeu ainda o afastamento de Moraes do STF até que a investigação termine.
“Me preocupa porque, em qualquer país sério do mundo, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação terminasse e se determinasse se ele tem culpa ou não em toda essa história. Porque a gente também não pode fazer uma pré-condenação. Mas ele, com o poder que tem como ministro, e que tem demonstrado muitas vezes que usa até fora, ao meu ver, da Constituição, deveria estar fora do cargo para que essa investigação possa ser a mais isenta possível.”
As mensagens de Vorcaro
As mensagens mencionadas pelo senador foram enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, via WhatsApp, supostamente ao ministro Alexandre de Moraes, na data em que foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025.
Dados de um celular de Vorcaro apreendido pela Polícia Federal mostram mensagens enviadas entre 7h19 e 20h48 daquele dia. O conteúdo foi iniciamente divulgado pelo jornal O Globo. Segundo a investigação, Vorcaro e Moraes teriam adotado uma estratégia para se comunicar em que escreviam no bloco de notas do celular, tiravam capturas de tela e enviavam as imagens por meio do recurso de visualização única.
Apenas as imagens armazenadas no celular do banqueiro, acessadas por peritos, estão disponíveis.
Uma das mensagens obtidas, enviada por Vorcaro às 17h26, diz: “Alguma novidade? Conseguiu bloquear?”. Não há informação sobre o contexto.
Em nota, Moraes afirmou que “não recebeu essas mensagens referidas na matéria” e que “trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”.




