Por Lis Cappi, do R7, em Brasília
Líder da oposição aponta ‘solução política’ e PL promete retomar ações por anistia ao 8 de Janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte do grupo investigado por tentativa de golpe no STF Antonio Augusto/STF – Arquivo
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antecipam críticas ao julgamento envolvendo o político no STF (Supremo Tribunal Federal), previsto para começar na próxima terça-feira (2), e preparam ofensiva no Congresso para retomar o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A proposta voltou a ser prioridade para o PL, segundo relatos de lideranças ao R7. A versão atual do texto, defendida pela oposição, pode favorecer Bolsonaro em caso de
Segundo avaliação de membros do partido, Bolsonaro enfrentará um julgamento rigoroso na Primeira Turma do Supremo.
A expectativa entre esses nomes é aguardar o desfecho e buscar uma alternativa política no Legislativo, conforme o líder da oposição no Congresso, Rogério Marinho (PL-RN).
“Nós acreditamos na imparcialidade do processo, mas seguiremos confiando numa solução política pelo Congresso”, declarou.
Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, confirma que o foco do partido será a anistia e que aliados devem promover outras ações em apoio a Bolsonaro, com estratégias definidas em reuniões previstas para a próxima semana.
“Não temos muita esperança. Trata-se de um julgamento político, sem base jurídica. Não acreditamos na conclusão da Justiça neste processo”, afirmou.
A nova estratégia fará com que o PL abandone as iniciativas em torno da PEC das Prerrogativas, que também ganhou a alcunha de PEC da Blindagem, que visa impedir a prisão de congressistas por decisão do STF.
“A PEC das Prerrogativas interessa ao parlamento brasileiro, porém a esquerda faz politicagem, e não vou arcar sozinho com um custo que beneficia a todos”, declarou Sóstenes.
Estratégia ‘secreta’ e anistia
Na segunda-feira (1º), o PL terá uma reunião para definir a estratégia voltada ao perdão para os envolvidos nas ações antidemocráticas do 8 de Janeiro.
O tema também deve ser discutido em encontro de líderes da Câmara no dia seguinte.
O posicionamento dos aliados de Bolsonaro durante o julgamento também será debatido, mas ninguém quis dar detalhes. Segundo integrantes do PL, a avaliação é de que ações com efeito surpresa terão maior impacto.
Perguntas e Respostas
Quais são as críticas dos aliados de Bolsonaro em relação ao julgamento no STF?
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticam o julgamento que envolve o político no STF (Supremo Tribunal Federal), que começa nesta semana. Eles consideram o processo como ‘parcial’ e estão se preparando para uma ofensiva no Congresso, visando retomar o projeto de anistia.
Qual é a prioridade do PL em relação ao julgamento?
A proposta de anistia voltou a ser a prioridade do PL. A atual versão do texto, defendida pela oposição, pode beneficiar Bolsonaro em caso de uma eventual condenação pela Corte.
Quando começa o julgamento e qual é a expectativa do PL?
O julgamento começa na terça-feira (2) na Segunda Turma do Supremo. Lideranças do partido avaliam que o julgamento não deve poupar Bolsonaro e planejam trabalhar em uma alternativa política no Legislativo.
O que diz Rogério Marinho sobre o julgamento?
Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Congresso, afirmou que acredita que não há parcialidade no processo de julgamento, mas mantém a esperança de que possa haver uma solução política pelo Congresso.
Qual é a posição de Sostenes Cavalcante sobre a anistia?
Sostenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, confirmou que todos os esforços do partido serão voltados para a anistia e que aliados devem realizar outras ações de apoio a Bolsonaro, que serão definidas em reuniões na próxima semana.
Como o PL está lidando com a PEC das Prerrogativas?
A mudança de foco do PL deixará de lado as ações pela PEC das Prerrogativas, que visa proteger congressistas de prisão por decisão do STF. Cavalcante criticou a politicagem da esquerda e expressou que não quer arcar sozinho com as consequências de uma proposta que beneficia o todo.
Quando será a reunião do partido para definir estratégias?
A estratégia voltada ao perdão de envolvidos em ações antidemocráticas será definida em uma reunião do partido nesta segunda-feira (1º). O encontro também discutirá a posição dos aliados durante o julgamento, mas detalhes sobre a pauta não serão divulgados para evitar impactos nas ações.