Veja a lista completa:
- Alexandre de Moraes: 29 pedidos
- Luís Roberto Barroso: 19
- Gilmar Mendes: 7 pedidos
- Dias Toffoli: 4
- Edson Fachin: 3
- Flávio Dino: 3
- Cármen Lúcia: 3
- Luiz Fux: 2
Dos 11 ministros que integram atualmente o STF, apenas três ainda não são alvos de pedidos de destituição: André Mendonça, Nunes Marques e Cristiano Zanin.
Crescimento em 2025
Somente em 2025, o Senado já recebeu 12 pedidos de impeachment contra ministros do STF — número maior que o total protocolado em 2023 (10) e 2024 (2).
Em 2021, ano de maior pressão institucional sobre o Judiciário, foram 34 ações protocoladas. Dessas, algumas pediam o afastamento coletivo dos 11 ministros da Corte à época — oito deles ainda ocupam cadeira no Supremo.
Desde que assumiu a presidência do Senado neste ano, Alcolumbre ainda não se manifestou sobre nenhum dos novos pedidos. Em seu mandato anterior, ele arquivou em bloco todos os requerimentos sem análise de mérito.
Como funciona o processo
A Constituição Federal estabelece que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em caso de crime de responsabilidade. Apesar disso, não há rito constitucional específico de impeachment para magistrados da Corte, como há para o presidente da República.
Qualquer cidadão pode apresentar uma denúncia contra um ministro do STF. O pedido deve ser protocolado no Senado e registrado como uma Petição. Cabe exclusivamente ao presidente da Casa decidir se arquiva ou dá seguimento à denúncia. Não há prazo para essa análise.
Se o presidente decidir dar andamento, o processo passa por avaliação da Advocacia do Senado e depois é submetido à Comissão Diretora. Só então poderá ser deliberado pelo plenário.
Até hoje, nenhum pedido de impeachment contra ministro do Supremo foi aceito ou levado adiante pelo Senado Federal.






