PF faz buscas para apurar vazamento de dados da Receita de ministros do STF e parentes
Por Fábio Amato, Camila Bomfim, Isabela Camargo, g1, TV Globo e GloboNews — Brasília
Operação busca saber, por exemplo, se funcionários da Receita Federal quebraram ilegalmente sigilo de ministros e parentes sem aval.
A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão que miraram servidores públicos em três estados.
Segundo a PF, os mandados foram cumpridos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação da PF ocorreu em meio à investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades.
Os investigadores buscam saber, por exemplo, se funcionários da Receita quebraram ilegalmente sigilo de ministros do Supremo e de parentes deles sem aval (leia mais abaixo).
Ainda segundo a PF, além das buscas, foram determinadas medidas cautelares. Entre elas, estão:
- monitoramento por tornozeleira eletrônica;
- afastamento do exercício de função pública;
- cancelamento de passaportes; e
- proibição de saída do país.
Os mandados de busca e apreensão ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Prédios da Receita não foram alvo da ação dos policiais.
A Receita Federal informou que antes da operação realizada nesta terça, abriu auditoria prévia para apurar o ocorrido. O procedimento, segundo a instituição, ainda está em andamento.
“Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa”, diz nota da Receita.
“A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF. Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, prosseguiu.
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Alexandre de Moraes em julgamento no STF. — Foto: Gustavo Moreno/STF.





