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A eleição, realizada em caráter simbólico, reedita a dobradinha Fachin-Moraes, vista em 2022 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ano em que os dois ministros trabalharam juntos na preparação das eleições.
Os dois foram eleitos por 10 votos a 1, seguindo a praxe de que o próprio ministro não vota nele mesmo. Moraes, por exemplo, votou em Nunes Marques, ministro imediatamente mais novo do que ele a ser nomeado para a Corte.
Após o anúncio da eleição pelo atual presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, Fachin agradeceu a oportunidade e relembrou o trabalho em conjunto com Moraes.
— Quero expressar a confiança que é depositada em mim e no ministro Alexandre, a honra de integrar essa corte e a eleição como sabemos aqui tem um efeito simbólico, e é como uma corrida de revezamento. O bastão agora chegou aqui e o recebo com um sentido de missão e a consciência de que tenho um dever a cumprir — disse.
Moraes também disse estar honrado por repetir a parceria com Fachin.
— Quero agradecer a confiança e a solidariedade de todos os colegas e expressar minha grande honra de poder ser vice presidente do Fachin, com quem trabalhei junto no TSE — afirmou.
Embora considerado um ministro de perfil técnico, menos afeito a declarações públicas, a expectativa de integrantes da Corte é que Fachin mantenha uma postura de defesa institucional diante de ataques ao Judiciário, sobretudo no contexto eleitoral, uma vez que ele estará à frente do STF durante as próximas eleições, em 2026.
Indicado pela então presidente Dilma Rousseff em 2015, Fachin presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022 e liderou a frente contra a pauta bolsonarista do voto impresso. Foi Fachin também quem iniciou os trabalhos, no tribunal, de combate às notícias falsas.





